
Mar. Água, calma.
Verão, talvez porque nasci por essa altura.
Areia da praia, conchas brilhantes, espiraladas, largadas em terra pelo oceano generoso.
Luz, daquela matinal que nos toca com a gentileza de uma brisa... Calorzinho carinhoso.
Tão bom...
Atravessar ondas e mais ondas, trespassar os dedos pela água.
Sentir o corpo livre do peso da vida lá fora. Pura liberdade.
Esquecer o trabalho, universidade, amigos que desabafam comigo, porque simplesmente os oiço. Esqueçer tudo.
É enorme o mar. Impossível competir assim. Daí que não possa ser como um peixe e fazer parte dele. Daí poder ser livre dentro de água, porque entre nós não há compatibilidade possível, obrigação, reciprocidade...
E no entanto, é como voltar a casa.
4 comentários:
"Daí poder ser livre dentro de água, porque entre nós não há compatibilidade possível, obrigação, reciprocidade...
E no entanto, é como voltar a casa."
Mais palavras para quê...
Eu também vivo do mar. Adorei o teu blog, a maneira com escreves. Fico à espera de mais.
Manu
Profundo... como o mar.
Entre o mar e a terra, o que me motiva é a crença numa "ponte" entre um mundo e o outro.
Obrigada a todos!
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